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O Centro Cultural Correios apresenta exposição das obras do Escritório Ramos de Azevedo

Para marcar as comemorações dos 460 anos de São Paulo, o Centro Cultural Correios apresenta, de 17 de janeiro a 17 de março, a Exposição “Escritório Ramos de Azevedo: a arquitetura e a cidade”, com fotos, desenhos e plantas que revelam a história da equipe por trás de um dos grandes nomes da arquitetura paulista e seus projetos que contribuíram para a modernização da cidade em franco crescimento.

 Organizada pela Restarq/Via das Artes, com o apoio da Lei Rouanet – Lei Federal de Incentivo à Cultura -, a mostra tem como objetivo levar a público arquivos desconhecidos pela maioria da população e até inéditos, que retratam as transformações de São Paulo de 1886 a 1965.

divulgação

 Serviço:

Exposição “Escritório Ramos de Azevedo: a arquitetura e a cidade”
Período: 17 de janeiro a 17 de março de 2015
Local: Centro Cultural Correios São Paulo – Av. São João, s/nº – Centro
Telefone: (11) 3227-9461
Entrada franca 
Horário: de terça a domingo, das 11h às 17h.
Visita monitorada: terças a domingo, das 11h às 17h.

Informações e agendamento de visita monitorada: tel. (11) 5083 4360 ou pelo e-mail viadasartes@viadasartes.com.br

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Arcoweb | IAB/SP lança guia de passeios arquitetônicos pela região central

Publicado no portal Arcoweb

GRATUITA, A PLATAFORMA REÚNE MAIS DE 50 PONTOS DE INTERESSE E PODE SER ACESSADA PELO CELULAR

O departamento de São Paulo do Instituto de Arquitetos do Brasil acaba de lançar um guia interativo de passeios arquitetônicos pelas ruas do centro da capital paulista. Gratuita, a plataforma pode ser acessada pelo celular, em versão simplificada.

Ao todo, os circuitos de caminhadas passam por mais de 50 pontos de interesse em uma área que abrange um raio de 600 metros em torno do edifício sede da entidade.

Além da localização geográfica, a ferramenta também apresenta uma breve descrição das construções a serem encontradas durante o passeio.

 De acordo com o IAB/SP, a iniciativa tem como objetivo divulgar a arquitetura da região central da cidade. A expectativa é de que a área e pontos cobertos pelo guia sejam ampliados conforme o desenvolvimento de pesquisas e sugestões dos usuários.

Para mais informações, acesse: www.passeiosiabsp.com.br (Versão de página também compatível com celulares)

ESTADÃO: Por que SP não resolve o problema da cracolândia?

Texto tirado do site – http://www.estadao.com.br

Do abandono das ruas ao desperdício de verba pública, entenda a história de degradação da região no centro e as possíveis soluções.

Por Rodrigo Brancatelli/ REPORTAGEM. Rodrigo Fortes/ INFOGRAFIA
 

Clique na imagem abaixo para visualizar o Infográfico.

ESTADÃO: Restauro revela obra inédita de Portinari em São Paulo.

Texto tirado do site – http://www.estadao.com.br

A maquete executiva do painel na Galeria Califórnia estava com o arquiteto Carlos Lemos; obra contratada previa tributo bandeirante.

Nas pesquisas para finalmente recuperar o painel Abstrato de Candido Portinari na Galeria Califórnia, na Rua Barão de Itapetininga, centro de São Paulo, foi encontrado um desenho inédito do renomado pintor – a maquete executiva do painel, que mostra exatamente o que Portinari previa para o local. O desenho é tornado público pelo Estado, nesta página, pela primeira vez.

Veja também:
link Público poderá ver trabalho de recuperação 

Obra revelada ainda não estava catalogada no Projeto Portinari - onde já existem 6,3 mil trabalhos | Tiago Queiroz/AE

A obra agora revelada – adaptada para a estrutura da galeria, com áreas em cinza nas bordas e a rampa que levaria ao antigo Cine Barão, no subsolo – não está catalogada pelo Projeto Portinari, que identificou 6,3 mil trabalhos do artista desde 1979. O desenho faz parte da coleção do arquiteto Carlos Lemos, chefe do escritório de Oscar Niemeyer na década de 1950 – foi Niemeyer quem projetou a Galeria, em 1951. “Ao que parece, a novidade é que Portinari demonstra com esse desenho sua intenção em adaptá-lo ao painel da parede. Como, para nós, entender os motivos do artista é sempre relevante, vamos voltar a São Paulo para colher novas informações”, disse a pesquisadora- chefe do Projeto Portinari, Noélia Coutinho.

Mais do que nova obra no catálogo do artista, o trabalho revela uma história desconhecida. A primeira descoberta é que o projeto contratado nunca foi executado: o painel deveria ser figurativo, representando bandeirantes paulistas. Seria inspirado no Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret, na frente do Parque do Ibirapuera, zona sul da capital. Mas o artista nunca chegou a produzir o trabalho. Em outubro de 1953, entregou um desenho abstrato – com base em estudos produzidos dois anos antes, segundo consta dos arquivos do Projeto Portinari.

“Um dia, a construtora do prédio (Companhia Nacional de Investimentos, CNI) começou a cobrar e liguei para o Portinari. Ele disse que, por falta de tempo, não faria mais o painel da forma combinada”, conta Lemos, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e então responsável pela obra. “Fui de trem até o Rio buscar o desenho. O que o Portinari fez foi simplificar o trabalho. E entregou o desenho que está lá até hoje.”

O que impediu o artista de realizar o combinado provavelmente foi excesso de serviço: entre 1951 (projeto da galeria) e 1955 (sua inauguração), ele produziu 815 obras. Foram 120 somente em 1951. “Essa é uma hipótese, mas temos de pensar que havia algo que o constrangia. Ele poderia achar que as empresas produtoras das pastilhas simplificavam o trabalho, por exemplo”, diz Isabel Ruas, responsável pelo restauro, que descobriu o desenho inédito. “Mas não há erros na execução: a empresa executora, a Vidrotil, trabalhou com o que existia na época e suas opções serão respeitadas no processo de restauro.”

Pela metade. As mudanças no projeto encomendado trouxeram a Portinari uma outra consequência: o artista recebeu apenas metade do valor combinado. “Tendo modificação das combinações iniciais, pela impossibilidade da execução direta dos trabalhos por parte de V. S., consideramos justo e estamos de acordo com a redução dos honorários estabelecidos, anteriormente, para CR$ 190 mil”, aponta carta da CNI, de 13 de outubro de 1953. Portinari não se opôs – e respondeu, dez dias depois, em carta endereçada a Lemos, na qual afirma esperar que o painel “não sofra nenhuma modificação”.

Outra descoberta é que Portinari previu o painel – de 6 metros de altura e 20 de largura – com fundo branco e número maior de pastilhas vermelhas no canto superior esquerdo. O cinza-claro no qual hoje o desenho está “mergulhado” foi opção de Lemos. “Não havia pastilhas brancas suficientes. Também não havia vermelho e a opção foi por essa espécie de cor de vinho”, disse Lemos, que afirma nunca ter revelado as tratativas para a criação. “Como estavam pesquisando, resolvi contar o que aconteceu. Foi simplesmente porque pesquisadores me procuraram.”

Placa. A história da construção do painel constará do memorial descritivo da obra. As informações serão exibidas em placas, instaladas perto do painel.

Participação da PAGAMA arquitetura no Concurso Cultural “As Cidades Somos Nós – Propostas para a São Paulo de 2030”.

O Secovi-SP (Sindicato da Habitação), em parceria com o ITDP (Institute for Transportation and Development Policy), colocou em discussão a mobilidade urbana por meio do concurso cultural ‘As Cidades Somos Nós – Propostas para a São Paulo de 2030’. O objetivo foi estimular soluções criativas sobre o tema, bem como contribuir com as políticas voltadas ao adequado planejamento urbano e o futuro das cidades num horizonte de vinte anos.

Como parte integrante das atividades e atuação do escritório, a PAGAMA participou do concurso movida pelo tema e pela área de intervenção da proposta, o Terminal Bandeira e arredores, no Centro de São Paulo.

Com base no tema e espaço de projeto, nossa proposta de intervenção prevê maior interação entre os transportes coletivos e individuais, privilegia a mobilidade urbana e a interligação das regiões vizinhas, destaca as paisagens de interesse visual e histórico da área, reordena de forma coerente o transporte público e incentiva o fortalecimento das culturas e usos dos imóveis e moradores do bairro. De forma abrangente, a região é um ponto importante da cidade e pode estrategicamente iniciar um novo modelo de planejamento e pensamento urbano, expandindo para o restante da metrópole.

Acreditamos que a revitalização da área central e o desenvolvimento dos demais bairros não dependem de obras pontuais e extraordinárias, e sim no amparo e ordenamento das coisas cotidianas, numa melhor abordagem do transporte, nos comércios, habitações e espaços públicos, afinal uma cidade é feita desta rotina, e isso sempre será mais importante do que um museu ou outro equipamento secundário. Continuarmos com a política atual de priorizar aspectos que não são mais importantes como eram décadas atrás, permitir a especulação em detrimento à proteção e respeito a história da cidade e usar o restauro e intervenções espetaculosas que mais parecem uma grande maquiagem do que soluções para este ou aquele problema, não resolverá nossos anseios por um lugar que ofereça melhores condições e qualidade de vida, e chegaremos em 2030 como uma metrópole pior do que a atual.

Conheça a Proposta clicando na Prancha abaixo.

Prancha de Apresentação da Proposta - PAGAMA arquitetura

REVISTA AU: Consórcio entrega até 14 de julho projeto da Nova Luz.

Texto tirado da revista aU de Junho de 2011, na seção ‘CENÁRIO’

A prefeitura de São Paulo recebe até 14 de julho o projeto da Nova Luz , plano de revitalização urbana do bairro desenhado pelo consórcio da Concremat Engenharia, com Cia City, Aecom e Fundação Getúlio Vargas.

A entrega acontece depois de uma briga na justiça entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e a Associação dos Comerciantes da Santa Ifigênia. A associação obteve com o Tribunal de Justiça de São Paulo uma liminar impedindo o projeto, mas a prefeitura recorreu e, em três dias, conseguiu suspender a liminar.

O advogado da associação argumentou que a lei de concessão urbanística da Nova Luz feria a Constituição ao conceder às empresas o direito de desapropriar e revender imóveis. Mas o desembargador Sousa Lima entendeu que as desapropriações seriam apenas eventuais e que a lei de concessão atende uma finalidade pública e não de especulação.

O próximo passo da Secretaria é a abertura de licitação para empresas interessadas em executar o projeto. A prefeitura prevê que as obras comecem em 2012 e mostrem seus primeiros efeitos em cinco anos.

Veja as diretrizes e projeto proposto para a região.

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ESTADÃO: Revitalização do Pq. Dom Pedro II só deve ficar pronta em 2016.

Texto tirado do site – http://www.estadao.com.br

Projeto foi apresentado na quarta-feira, 4 de Maio, pela Prefeitura e obras devem começar até o início de 2012.

Por Tiago Dantas, do Jornal da Tarde

O projeto de revitalização do Parque Dom Pedro II, centro, foi apresentado oficialmente na quarta-feira, 4 de maio, pela Prefeitura. As obras estão previstas para começar entre o final deste ano e o começo de 2012, mas as intervenções na área devem terminar apenas em 2016. Caberá ao próximo prefeito, portanto, dar continuidade ao programa, o que tem provocado desconfiança em quem trabalha na região.

Obras na região devem começar até o início 2012.

Não são só os prazos que preocupam. O projeto prevê muitas modificações: demolição de três viadutos, enterramento de 1,7 quilômetro da Avenida do Estado, criação de 2,6 mil vagas de estacionamento, revitalização da Rua 25 de Março, mudança de posição do terminal de ônibus e construção de moradias populares e equipamentos de educação e de lazer.

“Espero estar vivo para ver tudo isso”, brinca o comerciante Pedro Pereira da Cruz, de 63 anos, 40 deles no Mercado Municipal. “A ideia é muito boa. Se tiver um parque aqui na frente vai ser legal até para trazer a família da gente. Mas se fizessem só o estacionamento já estava bom”, completa. “Só de ter colocado o treme-treme no chão, o prefeito já merece crédito. Vai ficar bonito”, opina o lojista Paulo Saad, de 56 anos.

O prefeito Gilberto Kassab acredita que não há motivo para descrença. “Não tem sentido que a administração futura, qualquer que seja, não dê sequência. É um projeto da cidade, não da gestão.”

Até o fim do seu mandato, em dezembro de 2012, Kassab pretende entregar uma unidade do Sesc e outra do Senac no quarteirão onde ficavam os edifícios São Vito e Mercúrio – o protocolo de intenção foi assinado ontem.

A construção de um pontilhão para os ônibus acessarem o Terminal Parque Dom Pedro II e a demolição do Viaduto Diário Popular também devem acontecer no período.

A ideia da Prefeitura é inaugurar, também, um shopping para pequenos comerciantes na Rua 25 de Março e, se possível, começar a construção dos túneis da Avenida do Estado. Só essa parte do projeto vai custar R$ 1,1 bilhão e deve levar três anos. A cidade ainda não tem todas as garantias de onde virá o investimento.

Clique nas imagens para ampliá-las.

Parque Dom Pedro II antes da demolição dos edifícios São Vito e Mercúrio.
Projeto de revitalização deve ficar pronto em 2016, ao custo de R$ 1,5 bilhão.

“Estamos buscando alternativas de financiamento”, diz o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, que pretende pedir recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Há necessidade de tudo isso?”, questiona a urbanista Lucila Lacreta, diretora do Movimento Defenda São Paulo. 

Lucila entende que o projeto privilegia o transporte individual. Bucalem rebate, lembrando que um dos objetivos da proposta é resolver “um grande entroncamento e um grande nó no transporte público”. “Vamos devolver um parque belíssimo à cidade”, diz.

O Parque Dom Pedro II foi aberto em 1922, seguindo projeto do arquiteto Joseph-Antoine Bouvard, chefe dos serviços de paisagismo e de vias públicas de Paris. Após a inauguração da Avenida do Estado, entrou em processo de degradação.