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ArchDaily | “Prédios de São Paulo”, o projeto que documenta a história da cidade através de sua arquitetura

Por Romullo Baratto publicado em 06 de Outubro de 2014

Natural de Roma e morador de São Paulo há cinco anos, Matteo Gavazzi não se conformava com o descaso e desconhecimento geral da história dos edifícios antigos do centro da capital paulista. Inquieto com essa situação – que, para alguém que cresceu numa cidade de história tão rica como Roma, parecia não fazer sentido – o designer criou o projeto “Prédios de São Paulo”, no qual percorre as ruas da cidade documentando através de fotografias os edifícios de diferentes períodos e estilos.

Além das fotografias – que são feitas em geral por Milena Leonel ou Guilherme Marcato, fotógrafos parceiros do projeto – a iniciativa reúne dados e informações sobre a história de cada edifício documentado, criando uma espécie de inventário dessas obras que já viveram seus anos de glória e que agora, muitas vezes, passam despercebido no cotidiano das pessoas.

Essa compilação de fotografias e informações pode ser vista na página do facebook do projeto, tornando-se assim um inventário vivo, suscetível de acréscimos por parte do público, que pode contribuir com outras informações e curiosidades sobre os projetos.

Defendendo a qualidade dos edifícios antigos, Gavazzi acredita que se as pessoas conhecerem e se interessarem pela história da cidade e suas construções, defenderão sua preservação, garantindo, assim, seu próprio futuro: “um povo que destrói seu passado não tem futuro.”

O designer crê “no oposto do que é normal acreditar no Brasil, ou seja, o antigo é melhor que o novo. Claro, deve ser recondicionado, mas as estruturas e espaços são mais humanos, mesmo porque foram construídos lá atrás, para uma cidade de 2 ou 3 milhões de habitantes.”

Para saber mais sobre a iniciativa “Prédios de São Paulo”, por favor, acesse a página do projeto ou o facebook.

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O Centro Cultural Correios apresenta exposição das obras do Escritório Ramos de Azevedo

Para marcar as comemorações dos 460 anos de São Paulo, o Centro Cultural Correios apresenta, de 17 de janeiro a 17 de março, a Exposição “Escritório Ramos de Azevedo: a arquitetura e a cidade”, com fotos, desenhos e plantas que revelam a história da equipe por trás de um dos grandes nomes da arquitetura paulista e seus projetos que contribuíram para a modernização da cidade em franco crescimento.

 Organizada pela Restarq/Via das Artes, com o apoio da Lei Rouanet – Lei Federal de Incentivo à Cultura -, a mostra tem como objetivo levar a público arquivos desconhecidos pela maioria da população e até inéditos, que retratam as transformações de São Paulo de 1886 a 1965.

divulgação

 Serviço:

Exposição “Escritório Ramos de Azevedo: a arquitetura e a cidade”
Período: 17 de janeiro a 17 de março de 2015
Local: Centro Cultural Correios São Paulo – Av. São João, s/nº – Centro
Telefone: (11) 3227-9461
Entrada franca 
Horário: de terça a domingo, das 11h às 17h.
Visita monitorada: terças a domingo, das 11h às 17h.

Informações e agendamento de visita monitorada: tel. (11) 5083 4360 ou pelo e-mail viadasartes@viadasartes.com.br

Arcoweb | IAB/SP lança guia de passeios arquitetônicos pela região central

Publicado no portal Arcoweb

GRATUITA, A PLATAFORMA REÚNE MAIS DE 50 PONTOS DE INTERESSE E PODE SER ACESSADA PELO CELULAR

O departamento de São Paulo do Instituto de Arquitetos do Brasil acaba de lançar um guia interativo de passeios arquitetônicos pelas ruas do centro da capital paulista. Gratuita, a plataforma pode ser acessada pelo celular, em versão simplificada.

Ao todo, os circuitos de caminhadas passam por mais de 50 pontos de interesse em uma área que abrange um raio de 600 metros em torno do edifício sede da entidade.

Além da localização geográfica, a ferramenta também apresenta uma breve descrição das construções a serem encontradas durante o passeio.

 De acordo com o IAB/SP, a iniciativa tem como objetivo divulgar a arquitetura da região central da cidade. A expectativa é de que a área e pontos cobertos pelo guia sejam ampliados conforme o desenvolvimento de pesquisas e sugestões dos usuários.

Para mais informações, acesse: www.passeiosiabsp.com.br (Versão de página também compatível com celulares)

Quatro coisas sobre a Copa do Mundo no Brasil que poucos sabem, todos deveriam saber, e têm pouco a ver com futebol | ARCHDAILY

Por Romullo Baratto publicado em 24 de Junho de 2014

Apesar das controvérsias sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil, um fato que é certamente positivo – e pouquíssimo divulgado – é que quatro dos estádios construídos para o evento esportivo somam 5,4 MW de produção de energia elétrica proveniente de células fotovoltaicas.

Estádio Mineirão – Belo Horizonte (1,4 MW)

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Mineirão. Imagem © Leonardo Finotti

O Estádio Mineirão, localizado na cidade de Belo Horizonte, é o primeiro estádio de futebol do Brasil equipado com painéis fotovoltaicos em sua cobertura, com capacidade de 1,4 MW, operando desde maio de 2013. O Mineirão foi inaugurado em 1965 e submetido a enormes modificações para se adequar às normas da FIFA, tendo atualmente capacidade para 62. 170 torcedores.

O novo sistema solar, que custou de 12,5 milhões de euros, direciona a energia produzida para a rede elétrica local, ao invés de abastecer diretamente o estádio, gerando o suficiente para suprir a necessidade de aproximadamente 900 residências por ano.

 Estádio Nacional Mané Garrincha – Brasília (2,5 MW)

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Estadio Nacional Mané Garrincha. Cortesia de upsocl.com

 O novo estádio Mané Garrincha, com capacidade para 70.000 torcedores, conta com um sistema de captação de energia solar de 2,5 MW instalado no perímetro de sua cobertura. Outros aspectos importantes quanto à eficiência das instalações desportivas incluem um sistema de captação de água pluvial para sua reutilização e um sistema de iluminação com LEDs.

O estádio, que substituiu o antigo Estádio Mané Garrincha de Brasília, foi inaugurado em maio de 2013 e receberá uma série de jogos da Copa deste ano e diversos eventos das Olimpíadas do Rio em 2016.

 Arena Pernambuco – Recife (1,4 MW)

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Arena Pernambuco. Imagem © Lanik do Brasil

Como todos os estádios construídos para o mundial, a Arena Pernambuco atende algumas normas de sustentabilidade ambiental como a captação de energia solar e água da chuva, ventilação natural e gestão de resíduos sólidos. Após servir aos jogos da Copa, será um equipamento multiuso destinado também a outros esportes, shows, feiras e convenções.

 Maracanã – Rio de Janeiro (500 kW)

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Maracanã. Imagem © Erica Ramalho

O projeto de remodelação, que respeita sua concepção original, incluiu a demolição completa do anel inferior para a construção de uma nova arquibancada com melhor visibilidade, a melhoria das monumentais rampas e a substituição de todos os assentos, além da instalação de uma nova cobertura que captará a água da chuva para reutilização. A fachada tombada pelo IPHAN permaneceu intacta.

Apesar dos avanços do Brasil em energia solar, há competidores da Copa do Mundo que não têm tanta sorte nesse aspecto. Uma ONG britânica informou que 11 dos países competidores produzem apenas o equivalente ou menos que o estádio de Brasília, destacando os desafios da pobreza energética.

Esse texto foi originalmente publicado no site upsocl.com com o título “Aqui hay 4 cosas del Mundial de Brasil que pocos saben y que todo el mundo deberias saber y tiene poco que ver com futebol”.

Portal G1 – Casas antigas estão abertas para visitação em São Paulo

Rodeada de árvores e escondida no Morumbi, fica a Casa de Vidro, projetada e construída por Lina Bo Bardi. A arquiteta italiana viveu nesse lugar até o fim da vida.

A residência conserva móveis originais projetados por Lina, e quase nada foi modificado internamente. No banheiro, ainda estão frascos de perfume usados por ela, e em todos os cantos há objetos que fizeram parte da vida da arquiteta e do marido, Pietro Maria Bardi.

A Casa de Vidro foi construída em 1951, quando o bairro ainda não tinha luz nem água encanada. Em 1987, foi tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo) e, desde então, abriga a sede do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi.

A visita pode ser feita mediante agendamento pelo e-mail pesquisa@institutobardi.com.br. É cobrada uma taxa de R$ 20 por pessoa, e a visitação dura aproximadamente 1 hora.

Fundação Ema Klabin
Ao lado de uma via movimentada no Jardim Europa, bairro nobre de São Paulo, está a casa da Fundação Ema Klabin. São 900 metros quadrados projetados nos anos 1950 para ser a residência de Ema Klabin e reunir seu acervo de obras de arte. A residência foi inaugurada em 1960 e, após a morte da moradora, passou a ser a sede da instituição que leva seu nome e também de um museu com a coleção particular reunida por Ema durante a vida. O imóvel é aberto para visitação pública.

Ema era filha de imigrantes italianos, apreciadora de música e arte, e começou a adquirir suas obras em viagens para a Europa e os Estados Unidos, além comprar peças de colecionadores brasileiros. Sem herdeiros, no final de sua vida, ela decidiu criar a fundação para que suas obras pudessem ser vistas pelo público. No site emaklabin.org.br, estão os eventos que acontecem na casa – uma boa oportunidade para ver as obras e o mobiliário de Ema.

A visitação acontece às sextas-feiras, das 14h às 17h, sem necessidade de agendamento. De terça a quinta, é necessário agendar e pagar uma taxa de R$ 10. Aos sábados, também há apresentação musical, com visitação livre das 14h às 16h30.

Casa Modernista
A Casa Modernista é considerada a primeira obra de arquitetura moderna do Brasil. Ela foi projetada em 1927 e construída em 1928 pelo arquiteto de origem russa Gregori Warchavchik, para ser sua residência.

Segundo o site do Museu da Cidade de São Paulo, a obra era tão impactante para a época que, para conseguir aprovação na prefeitura, o arquiteto apresentou uma fachada toda ornamentada e, quando foi finalizar a obra, alegou falta de recursos para completar essa parte.

Não há mobiliário na casa, que abrange exposições e outras atividades culturais organizadas pela Prefeitura de São Paulo. Em um dos quartos, dá para ver uma pintura original feita para os filhos do casal de proprietários.

Ao longo dos anos, a residência sofreu algumas modificações arquitetônicas, até ser tombada em 1984 pelo Condephaat. Atualmente, o imóvel recebe atividades culturais e está aberto à visitação pública e gratuita de terça a domingo, das 9h às 17h.

Plataforma 91
A casa mais antiga visitada pelo G1 fica no bairro Bela Vista, na região central de São Paulo, e foi construída em 1911. Com grandes salas e quartos ocupados por alguns móveis originais, a Plataforma 91 recebe exposições temporárias e oficinas de arte.

O casarão tem algumas heranças deixadas pelos antigos moradores, como um cilindro de aço enterrado no quintal com jornais, fotos e outros registros do ano em que foi construído. A residência está localizada na Rua Major Diogo, 91, e fica aberta para visitação quando há alguma exposição.

Não utilizar sem autorização do Instituto Lina Bo Bardi (Foto: Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, São Paulo, Brasil/Guilherme Tosetto/G1)
Mobiliário criado por Lina Bo Bardi na Casa de Vidro (Foto: Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, São Paulo, Brasil/Guilherme Tosetto/G1)
Fundação Ema Klabin, São Paulo (Foto: Guilherme Tosetto/G1)
Exterior da Fundação Ema Klabin (Foto: Guilherme Tosetto/G1)
Casa Modernista, São Paulo (Foto: Guilherme Tosetto/G1)
Detalhes da Casa Modernista (Foto: Guilherme Tosetto/G1)
Casa Plataforma, São Paulo (Foto: Guilherme Tosetto/G1)
Casa Plataforma 91 (Foto: Guilherme Tosetto/G1)

ESTADÃO: Restauro revela obra inédita de Portinari em São Paulo.

Texto tirado do site – http://www.estadao.com.br

A maquete executiva do painel na Galeria Califórnia estava com o arquiteto Carlos Lemos; obra contratada previa tributo bandeirante.

Nas pesquisas para finalmente recuperar o painel Abstrato de Candido Portinari na Galeria Califórnia, na Rua Barão de Itapetininga, centro de São Paulo, foi encontrado um desenho inédito do renomado pintor – a maquete executiva do painel, que mostra exatamente o que Portinari previa para o local. O desenho é tornado público pelo Estado, nesta página, pela primeira vez.

Veja também:
link Público poderá ver trabalho de recuperação 

Obra revelada ainda não estava catalogada no Projeto Portinari - onde já existem 6,3 mil trabalhos | Tiago Queiroz/AE

A obra agora revelada – adaptada para a estrutura da galeria, com áreas em cinza nas bordas e a rampa que levaria ao antigo Cine Barão, no subsolo – não está catalogada pelo Projeto Portinari, que identificou 6,3 mil trabalhos do artista desde 1979. O desenho faz parte da coleção do arquiteto Carlos Lemos, chefe do escritório de Oscar Niemeyer na década de 1950 – foi Niemeyer quem projetou a Galeria, em 1951. “Ao que parece, a novidade é que Portinari demonstra com esse desenho sua intenção em adaptá-lo ao painel da parede. Como, para nós, entender os motivos do artista é sempre relevante, vamos voltar a São Paulo para colher novas informações”, disse a pesquisadora- chefe do Projeto Portinari, Noélia Coutinho.

Mais do que nova obra no catálogo do artista, o trabalho revela uma história desconhecida. A primeira descoberta é que o projeto contratado nunca foi executado: o painel deveria ser figurativo, representando bandeirantes paulistas. Seria inspirado no Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret, na frente do Parque do Ibirapuera, zona sul da capital. Mas o artista nunca chegou a produzir o trabalho. Em outubro de 1953, entregou um desenho abstrato – com base em estudos produzidos dois anos antes, segundo consta dos arquivos do Projeto Portinari.

“Um dia, a construtora do prédio (Companhia Nacional de Investimentos, CNI) começou a cobrar e liguei para o Portinari. Ele disse que, por falta de tempo, não faria mais o painel da forma combinada”, conta Lemos, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e então responsável pela obra. “Fui de trem até o Rio buscar o desenho. O que o Portinari fez foi simplificar o trabalho. E entregou o desenho que está lá até hoje.”

O que impediu o artista de realizar o combinado provavelmente foi excesso de serviço: entre 1951 (projeto da galeria) e 1955 (sua inauguração), ele produziu 815 obras. Foram 120 somente em 1951. “Essa é uma hipótese, mas temos de pensar que havia algo que o constrangia. Ele poderia achar que as empresas produtoras das pastilhas simplificavam o trabalho, por exemplo”, diz Isabel Ruas, responsável pelo restauro, que descobriu o desenho inédito. “Mas não há erros na execução: a empresa executora, a Vidrotil, trabalhou com o que existia na época e suas opções serão respeitadas no processo de restauro.”

Pela metade. As mudanças no projeto encomendado trouxeram a Portinari uma outra consequência: o artista recebeu apenas metade do valor combinado. “Tendo modificação das combinações iniciais, pela impossibilidade da execução direta dos trabalhos por parte de V. S., consideramos justo e estamos de acordo com a redução dos honorários estabelecidos, anteriormente, para CR$ 190 mil”, aponta carta da CNI, de 13 de outubro de 1953. Portinari não se opôs – e respondeu, dez dias depois, em carta endereçada a Lemos, na qual afirma esperar que o painel “não sofra nenhuma modificação”.

Outra descoberta é que Portinari previu o painel – de 6 metros de altura e 20 de largura – com fundo branco e número maior de pastilhas vermelhas no canto superior esquerdo. O cinza-claro no qual hoje o desenho está “mergulhado” foi opção de Lemos. “Não havia pastilhas brancas suficientes. Também não havia vermelho e a opção foi por essa espécie de cor de vinho”, disse Lemos, que afirma nunca ter revelado as tratativas para a criação. “Como estavam pesquisando, resolvi contar o que aconteceu. Foi simplesmente porque pesquisadores me procuraram.”

Placa. A história da construção do painel constará do memorial descritivo da obra. As informações serão exibidas em placas, instaladas perto do painel.

REVISTA AU: Consórcio entrega até 14 de julho projeto da Nova Luz.

Texto tirado da revista aU de Junho de 2011, na seção ‘CENÁRIO’

A prefeitura de São Paulo recebe até 14 de julho o projeto da Nova Luz , plano de revitalização urbana do bairro desenhado pelo consórcio da Concremat Engenharia, com Cia City, Aecom e Fundação Getúlio Vargas.

A entrega acontece depois de uma briga na justiça entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e a Associação dos Comerciantes da Santa Ifigênia. A associação obteve com o Tribunal de Justiça de São Paulo uma liminar impedindo o projeto, mas a prefeitura recorreu e, em três dias, conseguiu suspender a liminar.

O advogado da associação argumentou que a lei de concessão urbanística da Nova Luz feria a Constituição ao conceder às empresas o direito de desapropriar e revender imóveis. Mas o desembargador Sousa Lima entendeu que as desapropriações seriam apenas eventuais e que a lei de concessão atende uma finalidade pública e não de especulação.

O próximo passo da Secretaria é a abertura de licitação para empresas interessadas em executar o projeto. A prefeitura prevê que as obras comecem em 2012 e mostrem seus primeiros efeitos em cinco anos.

Veja as diretrizes e projeto proposto para a região.

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